Denise Fontoura

Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.

Atendimentos realizados com hora marcada em consultório em Niterói. Entre em contato para marcar a consulta através dos telefones:
(21) 3022-5112 (fixo) || (21) 98170-0170 (Nextel) || (21) 96745-9559 (Vivo)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A importância da soneca para as crianças


Até os 3 anos, o seu filho precisa ter um descanso durante o dia para de desenvolver bem. Entenda:

Assim que nasce, a rotina do seu filho se resume a mamar, dormir e brincar. Com o passar dos primeiros meses, ele fica mais tempo acordado até que, por volta dos 3 meses, as sonecas passam a acontecer na parte da manhã e da tarde. Você sabe bem que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde das crianças, mas os cochilos são importantes quanto para o desenvolvimento infantil.


Estudos já mostraram as consequências da ausência desse soninho - tanto no que ser refere a distúrbios de comportamento, como ansiedade, irritação, menor nível de interesse e habilidade para resolver problemas – e os benefícios que ele traz, como a ampliação dos processos cognitivos.


O mais recente deles feito pela Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, mostrou que as crianças que tiram uma soneca à tarde são mais inteligentes e têm melhor memória. Para chegar a esse resultado, a cientista Rebecca Spencer, professora de Psicologia e Neurociência analisou o comportamento de 40 pré-escolares durante um jogo da memória. Depois de brincar a primeira vez, ela deixou que eles dormissem durante 77 minutos e, depois, pediu que jogassem novamente. Na semana seguinte, as mesmas crianças foram convidadas a repetir o processo , só que desta vez os pesquisadores mantiveram as crianças acordadas. Rebecca notou que as crianças que tiraram uma soneca tiveram 10% mais precisão no jogo do que as que não cochilaram.

Uma soneca durante o dia é fundamental até os 3 anos: revitaliza, relaxa e aumenta a disposição. Em geral, elas ocorrem em dois momentos: uma pela manhã, entre 10h30 e 11h, e outra à tarde, entre 14h e 14h30. “A primeira soneca faz com que o bebê esteja mais relaxado para almoçar e ter mais apetite”, afirma Rosângela Garbers, pediatra e neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). A segunda ajuda no descanso, depois das atividades matinais da criança. Quando não acontece, ela pode ficar irritada, e a fala e os movimentos, mais lentos.


Aos 2 anos, ela passa a acontecer apenas uma vez por dia e deve se manter assim até por volta dos 3 anos. Nesta fase, o cochilo não pode passar de uma hora e deve se manter assim até a criança não ter mais a necessidade de tirar uma soneca, o que acontece por volta dos 4 anos, em média. Claro que isso muda de criança para criança. Não significa que só porque seu filho completou 4 anos que está proibido de dormir um pouquinho durante o dia.

O tempo da soneca varia conforme a idade e deve ser respeitado. Não esqueça que precisa ser diferente do sono da noite. Não precisa ser no berço e pode acontecer com meia-luz. A casa não precisa estar totalmente em silêncio. “Essas diferenças são importantes para que a criança perceba que aquele não é o sono da noite”, explica o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Se depois de uma hora a criança não acordar, abra as cortinas aos poucos e coloque uma música calma, para que o despertar seja agradável e de bom humor. Jamais permita que a soneca dure a tarde inteira, por exemplo, para que o sono noturno não seja prejudicado. É importante também não deixá-la dormir depois das 16 horas. À medida que o bebê for crescendo, pode ser que ele sinta necessidade de tirar só um cochilo e em alguns dias na semana. Isso não tem problema algum. O mais importante é respeitar a necessidade de descanso do organismo da criança.

E na escola?

Na hora de matricular o seu filho, verifique se a instituição oferece tempo e espaço para o repouso do seu filho. "É preciso, sim, ter um local arejado e tranquilo para os bebês dormirem", diz Reibscheid. Isso porque, quando não cochilam à tarde, as crianças costumam pegar no sono no carro, no caminho de volta para casa. Como já estará perto da hora de dormir, o sono da noite pode ser prejudicado.





O organismo da criança deve se habituar a relaxar sempre nos mesmos horários. O bebê se sentirá mais seguro quando estiver próximo a alguém que conheça. Por conta do trabalho, nem sempre os pais podem estar presentes na hora da soneca. Por isso, combine os horários com a babá ou com quem for cuidar da criança. E não se esqueça: a rotina do sono também tem de ser levada em conta aos finais de semana, mas como toda regra, pode ter uma ou outra exceção.

2 soluções para problemas com a soneca



Meia-luz para tranquilizar: em casas de famílias numerosas, em geral com muita agitação, estimule a criança a dormir de tarde, deixando o quarto à meia-luz. Aproveite no fim de semana para descansar junto.



Interrompa a diversão: se a brincadeira ficar mais atraente que a soneca, a criança resistirá ao sono e o resultado será um final de dia difícil. Por isso, arrume uma maneira de interromper a atividade ou incluir nela a soneca de alguma forma. Que tal ler um livro para desacelerar, ou então brincar de pintar?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Educação aprova programa para acompanhar dislexia e TDAH em escolas


A Comissão de Educação aprovou em 05/06/2013 proposta que obriga o Poder Público a manter programa de acompanhamento integral de dislexia, de transtorno do deficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou de qualquer outro transtorno de aprendizagem para estudantes do ensino básico da rede pública e privada. O texto aprovado é o substitutivo, com complementação de voto, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), ao Projeto de Lei 7081/10, do Senado.

De acordo com a proposta, o acompanhamento integral inclui a identificação precoce, encaminhamento para diagnóstico e apoio educacional específico voltado para a sua dificuldade na rede de ensino, bem como apoio terapêutico especializado na rede de saúde. A escola também poderá recorrer à assistência social e outras políticas públicas existentes no território.
O projeto original previa programa de diagnóstico e tratamento para dislexia e TDAH. A relatora preferiu falar em programa de acompanhamento integral das doenças. Ela destaca que o atendimento educacional específico, nas escolas, voltado para as dificuldades do educando, não se confunde com intervenção terapêutica ou diagnóstico clínico.
Conforme o texto, caso seja verificada a necessidade de intervenção terapêutica, esta deverá ser estabelecida em um serviço de saúde que apresente a possibilidade de avaliação diagnóstica, com metas de acompanhamento por equipe multidisciplinar composta por profissionais necessários ao desempenho dessa abordagem.
O texto original previa programas de acompanhamentos apenas para dislexia e TDAH. Mara acrescentou outros transtornos de aprendizagem. “Nossos educandos merecem a oferta das técnicas, recursos e estratégias que garantirão seu pleno desenvolvimento acadêmico, e isso pressupõe sobretudo que desmistifiquemos todos os distúrbios de aprendizagem”, disse a deputada.


Formação de professores

Segundo a proposta, os sistemas de ensino devem garantir aos professores da educação básica amplo acesso à informação e à formação continuada objetivando capacitá-los para a identificação precoce dos sinais relacionados aos transtornos de aprendizagem ou do TDAH, bem como para o atendimento educacional escolar desses educandos.
Mara Gabrilli destacou que, para a construção do substitutivo, contou com a colaboração dos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde. “Há não apenas o entendimento conceitual da relevância da matéria no âmbito do MEC, como também não se encontrarão óbices orçamentários à implantação da política pretendida”, observou.


Doenças

A dislexia é um transtorno de aprendizagem de leitura crônico, de origem neurobiológica. É o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial, segundo a Associação Brasileira de Dislexia. Já o TDAH se caracteriza por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade, mesmo quando o paciente tenta não mostrá-lo.


Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.