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Denise Fontoura
Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.
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sábado, 19 de maio de 2012
Como nossos filhos aprendem
As crianças passam por três fases bem definidas de aprendizagem, do nascimento até os seis anos.
Quando um bebê sai da barriga da mãe, ele está pronto para descobrir o mundo ao seu redor. Já nos primeiros anos de vida, recebe uma avalanche de informações. Vozes, sons, luzes, sabores, texturas. São milhares de estímulos processados pelo cérebro que vão, aos poucos, se transformando em habilidades como respirar, falar, andar, ler e escrever. É o início do processo de aprendizagem que se estenderá por toda vida.
Ele é muito mais do que apenas decorar ou repetir algo novo. Acontece quando uma informação é recebida e processada pelo cérebro e provoca uma mudança no desempenho diante da vida. É o aprender que transforma a criança em integrante da sociedade e participante de uma cultura. E é essa sociedade e cultura que serão responsáveis por moldar outras habilidades que se desenvolverão no futuro.
As fases da aprendizagem
Até os dois anos, o bebê vive a fase perceptivo-motora. Nela, a criança aprende pelos sentidos, no contato físico com os objetos e pessoas. Colocando as coisas na boca, cheirando, escutando. Cabe aos pais intermediarem esse processo, com brinquedos, jogos e músicas adequados e compartilhando essas experiências. É nessa fase que a criança começa a entender e aprender a linguagem, tanto oral como física, a partir do convívio com os pais, familiares e outras crianças.
A segunda fase do aprendizado vai dos dois aos cinco anos. Ela passa a representar o mundo, também por meio da fala, e diversifica seu repertório de linguagens nas brincadeiras e com a imaginação. Percebe que as coisas podem ser representadas. Entre os cinco e seis anos, inicia-se a terceira fase, quando a criança consegue ir além da representação e passa a ser capaz de desenvolver novas formas de se expressar. Nesta idade ocorre o início da alfabetização e ela sai da aprendizagem informal para a formal, na escola.
As dificuldades que surgem na escola
Na ruptura de uma fase para a outra, algumas dificuldades específicas podem surgir no desenvolvimento motor, da escrita, da leitura e até na capacidade de calcular. Alguns estudiosos defendem que essas questões não devem ser tratadas como doenças e podem ser solucionadas com métodos de ensino. Já outros, acreditam que esses problemas têm origem neurológica, biológica e genética. As crianças com essas dificuldades sofreriam de uma alteração na capacidade de aprendizagem devido a falhas na transmissão de informações entre os neurônios.
Independente do ponto de vista sobre sua origem, estes chamados distúrbios de aprendizagem, identificados pelo prefixo “dis” (dislexia, disgrafia, disortografia, discalculia), quando não identificados ou supervalorizados, podem complicar ainda mais o processo de aprendizagem.
Fonte: Pais & Filhos
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Tempo para conviver
Os esportes também podem unir a família.
Além de todos os benefícios para a saúde que a prática esportiva traz, incentivar seu filho a fazer uma atividade física pode ser também uma ótima oportunidade para aumentar a quantidade e qualidade dos momentos em família. Para que a prática de esportes se instale na rotina de seu pequeno, é preciso que algumas coisas acompanhem a mudança, como, por exemplo, a participação dos pais e a alteração da dieta alimentar.
Faça mudanças importantes na rotina
“A atividade física deve trazer com ela um conjunto de coisas, não é só praticar esportes sozinho. A alimentação tem que mudar, todo o hábito da família tem que mudar para acompanhar esse processo. O esporte é uma questão de saúde e pode deixar toda a família mais saudável”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. De fato, a maioria dos esportes traz consigo uma filosofia de vida, que transmite disciplina e complementa a educação e personalidade da criança, permitindo que ela se desenvolva plenamente. Adaptar a rotina do pequeno e fazer alterações em sua alimentação são atos que acompanham esse processo e vêm naturalmente quando existe o apoio mútuo entre pais e filhos. Então, para ajudar seu pequeno, altere você também sua dieta alimentar.
Não pressione demais
O incentivo e acompanhamento dos pais são fundamentais na hora de estimular o pequeno à atividade física, mas deve-se tomar cuidado com a pressão exercida sobre ele. Crianças muito cobradas – em qualquer sentido – ficam sobrecarregadas e podem se tornar desnutridas, estressadas e começarem a ter dificuldades para dormir. Isso influi em seu bem-estar, saúde e até no rendimento escolar. Basta pensar que uma noite mal dormida pode se refletir em uma soneca na sala de aula.
Cuidado com a competitividade
Se reparar que seu filho está muito fixado em vencer, é hora de intervir. “Querer melhorar é normal, mas tem que ter um freio nisso, senão a criança começará a ficar estressada”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. O desejo intenso de ganhar deve ser observado de perto, pois provavelmente tem um fundo emocional. Muitas vezes, a vontade de provar que é bom o suficiente para chamar a atenção dos pais está por trás de tal fissura. Se necessário, procure a ajuda de um profissional.
A escolha do esporte
Na hora de escolher a modalidade esportiva, tome também certo cuidado. É comum nessa hora os pais transferirem suas frustrações aos filhos - muitas vezes sem que se deem conta disso - ou matriculá-los em esportes que pretensamente irão melhor se adaptar a eles, como o basquete para crianças altas. Deixe que seu filho faça a escolha dele, experimente-a e mude depois, se for o caso. Tente interferir o menos possível nesse processo. “É importante a criança fazer o que ela gosta, e não o gosto do pai. A atividade física tem que ser um momento de lazer natural e não uma obrigação, que só gerará frustração em algum momento do desenvolvimento futuro”, afirma Beatriz Acampora.
Passe mais tempo de qualidade com o seu filho, aproxime-se dele e ainda garanta uma saúde melhor... para vocês dois!
Fonte: Pais & Filhos
Além de todos os benefícios para a saúde que a prática esportiva traz, incentivar seu filho a fazer uma atividade física pode ser também uma ótima oportunidade para aumentar a quantidade e qualidade dos momentos em família. Para que a prática de esportes se instale na rotina de seu pequeno, é preciso que algumas coisas acompanhem a mudança, como, por exemplo, a participação dos pais e a alteração da dieta alimentar.
Acompanhe seu filho
A prática esportiva é uma ótima ocasião para a interação entre pais e filhos, inclusive porque ela provoca naturalmente a liberação de hormônios como a endorfina, responsável pela promoção do bem-estar. Com os ânimos calmos, só há vantagens em se compartilhar esse momento. Jogue e faça brincadeiras com seu filho frequentemente, exercitando os músculos e o raciocínio. Ensine e aprenda com seu pequeno a ganhar e a perder, a trabalhar em equipe, a conviver.
Os jogos de tabuleiro são um ótimo artifício para isso. Escolha um do gosto e faixa etária de seu filho, mesmo que seja apenas para curtir o momento em família. Faça disso uma rotina e selecione também um ou mais esportes (dependendo da idade do pequeno) para ele praticar, sempre respeitando seus limites. Comece a treinar com ele e mostre que você se importa com aquele momento. Antes de dar início à atividade, porém, leve seu filho a uma consulta médica para conhecer suas restrições, pois um problema respiratório pode exigir que se prefiram algumas práticas a outras.
Faça mudanças importantes na rotina
“A atividade física deve trazer com ela um conjunto de coisas, não é só praticar esportes sozinho. A alimentação tem que mudar, todo o hábito da família tem que mudar para acompanhar esse processo. O esporte é uma questão de saúde e pode deixar toda a família mais saudável”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. De fato, a maioria dos esportes traz consigo uma filosofia de vida, que transmite disciplina e complementa a educação e personalidade da criança, permitindo que ela se desenvolva plenamente. Adaptar a rotina do pequeno e fazer alterações em sua alimentação são atos que acompanham esse processo e vêm naturalmente quando existe o apoio mútuo entre pais e filhos. Então, para ajudar seu pequeno, altere você também sua dieta alimentar.
Não pressione demais
O incentivo e acompanhamento dos pais são fundamentais na hora de estimular o pequeno à atividade física, mas deve-se tomar cuidado com a pressão exercida sobre ele. Crianças muito cobradas – em qualquer sentido – ficam sobrecarregadas e podem se tornar desnutridas, estressadas e começarem a ter dificuldades para dormir. Isso influi em seu bem-estar, saúde e até no rendimento escolar. Basta pensar que uma noite mal dormida pode se refletir em uma soneca na sala de aula.
Para uma noite de sono tranquila, deixe seu filho praticar esportes até, no máximo, as seis ou sete horas da noite. É importante que a atividade física termine até três horas antes do pequeno se deitar, para que dê tempo de baixarem as doses dos hormônios descarregados no sangue na hora do esporte (adrenalina, endorfina, etc.).
Cobre menos de seu filho e seja menos exigente com sua frequência e desempenho nos esportes. Se um dia ele não estiver disposto a ir ao treino, deixe que ele falte. Lembre-se que o momento deve ser, acima de tudo, prazeroso para o pequeno.
Cuidado com a competitividade
Se reparar que seu filho está muito fixado em vencer, é hora de intervir. “Querer melhorar é normal, mas tem que ter um freio nisso, senão a criança começará a ficar estressada”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. O desejo intenso de ganhar deve ser observado de perto, pois provavelmente tem um fundo emocional. Muitas vezes, a vontade de provar que é bom o suficiente para chamar a atenção dos pais está por trás de tal fissura. Se necessário, procure a ajuda de um profissional.
A criança deve aprender a lidar com a competitividade de uma forma saudável, para não sofrer frustrações que poderão influir em toda sua vida futura. Converse com ela, dizendo que a prática esportiva é um momento para ela e dela, e que o desempenho entrará em foco mais tarde - e, mesmo assim, com restrições - quando ela for adolescente. Na infância, o caráter da atividade física deve ser lúdico, de lazer, constituindo um momento agradável e prazeroso, acima de tudo.
A escolha do esporte
Na hora de escolher a modalidade esportiva, tome também certo cuidado. É comum nessa hora os pais transferirem suas frustrações aos filhos - muitas vezes sem que se deem conta disso - ou matriculá-los em esportes que pretensamente irão melhor se adaptar a eles, como o basquete para crianças altas. Deixe que seu filho faça a escolha dele, experimente-a e mude depois, se for o caso. Tente interferir o menos possível nesse processo. “É importante a criança fazer o que ela gosta, e não o gosto do pai. A atividade física tem que ser um momento de lazer natural e não uma obrigação, que só gerará frustração em algum momento do desenvolvimento futuro”, afirma Beatriz Acampora.
Passe mais tempo de qualidade com o seu filho, aproxime-se dele e ainda garanta uma saúde melhor... para vocês dois!
Fonte: Pais & Filhos
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quinta-feira, maio 17, 2012
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Brincar também ajuda a ir bem na escola
Pesquisa comprova que a diversão na infância pode influcienciar o desempenho futuro nos estudos.
Brincar com os filhos já é gostoso. E os benefícios vão além da diversão. Um estudo realizado pela Utah State University (EUA) constatou que essa interação pode ter relação direta com o desempenho escolar da criança no futuro. Foram 15 anos observando 229 crianças de famílias de baixa renda. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que atividades divididas em etapas; jogos que propõem formação de palavras, de figuras e de objetos; passatempos lúdicos relacionados às experiências da criança e exercícios incentivadores são as categorias de brincadeira que mais influenciam no desempenho dos estudos.
A explicação está no estímulo que as brincadeiras produzem no sistema nervoso. “Após o nascimento, o cérebro ainda está em processo de formação. Assim, essas atividades de diversão potencializam o desenvolvimento cognitivo”, explica Marcelo Masruha, professor do setor de neurologia infantil da Unifesp. De acordo com ele, as brincadeiras que têm possibilidades abertas estimulam a criatividade e também contribuem para um bom desempenho escolar. Sabe aquela caixa vazia que seu filho transforma em casa, carrinho ou qualquer outro brinquedo? É isso! Entram nessa lista os blocos de montar, bola e argolas com cone.
Brinque junto.
Exatamente! A sua participação na diversão da criança é essencial. Ainda que você trabahe o dia todo, reserve um tempo para vocês, para que esteja inteiro na brincadeira com o seu filho. Não adianta estar apenas ao lado dele, plugado no telefone, computador, iPad. Mais do que a quantidade de tempo com as crianças, a qualidade do momento em que estão juntos é que vai fazer a diferença.
Participar do brincar junto com o seu filho oferece equilíbrio emocional a ele. “As crianças sentem-se mais seguras quando estão brincando com os pais”, diz Masruha. De quebra, esse carinho também vai refletir no aprimoramento da linguagem do seu filho. Para o especialista, todo aprendizado associado à emoção é mais duradouro, ou seja, ajuda na cristalização da memória.
E tem jeito mais gostoso de contribuir para o crescimento do seu filho do que se divertir com ele? Aproveite!
Fonte: Crescer
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