Denise Fontoura

Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.

Atendimentos realizados com hora marcada em consultório em Niterói. Entre em contato para marcar a consulta através dos telefones:
(21) 3022-5112 (fixo) || (21) 98170-0170 (Nextel) || (21) 96745-9559 (Vivo)

Mostrando postagens com marcador disortografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador disortografia. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de maio de 2012

Seu filho tem problema de aprendizagem?

Quase todos nós temos alguma dificuldade ao aprender e em boa parte ela é ocasionada por problemas de ensino, e não biológicos. Hoje sabemos que o cérebro não aceita uma informação de qualquer jeito. Seus processos requerem modos especiais de lidar com o que será aprendido, e quanto mais o ensino for a seu favor, melhor será a aprendizagem. Todavia, as instituições escolares ou familiares ainda se utilizam de modos de ensinar que vão contra os mecanismos cerebrais de aprendizagem, dificultando a sua elaboração e dando início a uma série de problemas como a dificuldade de adquirir e organizar o conhecimento, a falta de concentração e atenção, o desinteresse, a desorganização, a desmotivação, as notas ruins, entre outros.

Mas como saber se é problema de ensino ou biológico? É preciso investigar.

Comecemos por ter atenção à sub ou à superdiagnosticação dos problemas. Muitas crianças têm diferenças biológicas importantes e passam desapercebidas, enquanto outras com  problemas de ensino, ou ainda de educação familiar, acabam sendo diagnosticadas como crianças portadoras de algum transtorno e medicadas como tal.

Enquanto o problema de ensino resulta de uma didática que vai contra os mecanismos “normais” do cérebro, interferindo na aquisição, armazenamento e evocação da aprendizagem, o problema de aprendizagem biológico, como chamo, é aquele ocasionado por mudanças no desenvolvimento do sistema nervoso, tornando-o diferente, e dependente de modos de ensinar e de aprender ainda mais específicos e especiais, como é o caso da criança com Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH), Dislexia, Autismo, Deficiência Intelectual, Portadora de Altas Habilidades (PAH) entre outros. Ambos os casos merecem atenção.

Observe, sem exagerada preocupação, se o seu filho tem um comportamento diferente e/ou­ tem problema recorrente ao aprender. Se sim, cuidado com os palpites, com os diagnósticos populares, com os remédios sem indicação médica. Melhor procurar um neurologista de sua confiança e, de preferência, que ele participe de uma equipe transdisciplinar, aquela que avalia o seu filho como um todo. Se ele for diagnosticado com algum transtorno, estude o “problema”, e busque modos de agir que respeitem as suas diferenças, que o ajudem a enfrentar os desafios diários, a desenvolver capacidades e habilidades, sem protegê-lo, mas preparando-o, dentro de suas possibilidades, para uma inserção social digna, inclusiva e transformadora.

E lembre-se, todos têm capacidade de aprender e de se desenvolver. Todos. Basta oportunidade adequada e motivação.



Fonte: Pais & Filhos

sábado, 19 de maio de 2012

Como nossos filhos aprendem


As crianças passam por três fases bem definidas de aprendizagem, do nascimento até os seis anos.


Quando um bebê sai da barriga da mãe, ele está pronto para descobrir o mundo ao seu redor. Já nos primeiros anos de vida, recebe uma avalanche de informações. Vozes, sons, luzes, sabores, texturas. São milhares de estímulos processados pelo cérebro que vão, aos poucos, se transformando em habilidades como respirar, falar, andar, ler e escrever. É o início do processo de aprendizagem que se estenderá por toda vida.

Ele é muito mais do que apenas decorar ou repetir algo novo. Acontece quando uma informação é recebida e processada pelo cérebro e provoca uma mudança no desempenho diante da vida. É o aprender que transforma a criança em integrante da sociedade e participante de uma cultura. E é essa sociedade e cultura que serão responsáveis por moldar outras habilidades que se desenvolverão no futuro.

As fases da aprendizagem

Até os dois anos, o bebê vive a fase perceptivo-motora. Nela, a criança aprende pelos sentidos, no contato físico com os objetos e pessoas. Colocando as coisas na boca, cheirando, escutando. Cabe aos pais intermediarem esse processo, com brinquedos, jogos e músicas adequados e compartilhando essas experiências. É nessa fase que a criança começa a entender e aprender a linguagem, tanto oral como física, a partir do convívio com os pais, familiares e outras crianças.

A segunda fase do aprendizado vai dos dois aos cinco anos. Ela passa a representar o mundo, também por meio da fala, e diversifica seu repertório de linguagens nas brincadeiras e com a imaginação. Percebe que as coisas podem ser representadas. Entre os cinco e seis anos, inicia-se a terceira fase, quando a criança consegue ir além da representação e passa a ser capaz de desenvolver novas formas de se expressar. Nesta idade ocorre o início da alfabetização e ela sai da aprendizagem informal para a formal, na escola.

As dificuldades que surgem na escola

Na ruptura de uma fase para a outra, algumas dificuldades específicas podem surgir no desenvolvimento motor, da escrita, da leitura e até na capacidade de calcular. Alguns estudiosos defendem que essas questões não devem ser tratadas como doenças e podem ser solucionadas com métodos de ensino. Já outros, acreditam que esses problemas têm origem neurológica, biológica e genética. As crianças com essas dificuldades sofreriam de uma alteração na capacidade de aprendizagem devido a falhas na transmissão de informações entre os neurônios.

Independente do ponto de vista sobre sua origem, estes chamados distúrbios de aprendizagem, identificados pelo prefixo “dis” (dislexia, disgrafia, disortografia, discalculia), quando não identificados ou supervalorizados, podem complicar ainda mais o processo de aprendizagem.



Fonte: Pais & Filhos

sábado, 19 de novembro de 2011

Dificuldades de Aprendizagem

Dificuldades de Aprendizagem

Dificuldade de aprendizagem, por vezes referida como desordem de aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, é um tipo de desordem pela qual um indivíduo apresenta dificuldades em aprender efetivamente. A desordem afeta a capacidade do cérebro em receber e processar informação e pode tornar problemático para um indivíduo o aprendizado tão rápido quanto o de outro, que não é afetado por ela.


Características gerais

A expressão é usada para referir condições sócio-biológicas que afetam as capacidades de aprendizado de indivíduos, em termos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas, e abrange transtornos tão diferentes como incapacidade de percepção, dano cerebral, disfunção cerebral mínima, autismo, dislexia e afasia desenvolvimental. No campo da Educação, as mais comuns são a dislexia, a disortografia e a discalculia.

Um indivíduo com dificuldades de aprendizagem não apresenta necessariamente baixo ou alto QI: significa apenas que ele está trabalhando abaixo da sua capacidade devido a um fator com dificuldade, em áreas como, por exemplo, o processamento visual ou auditivo. As dificuldades de aprendizagem normalmente são identificadas na fase de escolarização, por profissionais como PSICÓLOGOS, através de avaliações específicas de inteligência, conteúdos e processos de aprendizagem.

Embora a dificuldade de aprendizagem não seja indicativa do nível de inteligência, os seus portadores têm dificuldades em desempenhar funções ou habilidades específicas, ou em completar tarefas, caso entregues a si próprios ou se encarados de forma convencional. Estes indivíduos não podem ser curados ou melhorados, uma vez que o problema é crónico, ou seja, para toda a vida. Entretanto, com o apoio e intervenções adequados, esses mesmos indivíduos podem ter sucesso escolar e continuar a progredir em carreiras bem sucedidas, e mesmo de destaque, ao longo de suas vidas.


Tipos de dificuldades de aprendizagem

Áreas de percepção envolvidas

Dificuldades de aprendizagem envolvem muitas áreas de percepção, entre as quais: 
  • discriminação visual ou auditiva;
  • percepção das diferenças em ambos as vistas ou ouvidos;
  • impedimento visual ou auditivo;
  • memória visual ou auditiva, nem a curto nem a longo prazo;
  • colocação do que é visto ou ouvido na ordem certa;
  • associação e compreensão auditiva;
  • relacionamento do que é ouvido a outras coisas, incluindo definições de palavras e significados de sentenças;
  • percepção espacial;
  • lateralidade (acima e abaixo, entre, dentro e fora) e posicionamento no espaço;
  • percepção temporal.

Fonte: Wikipédia