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Denise Fontoura
Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.
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sábado, 22 de dezembro de 2012
Rivalidade entre irmãos na infância pode pode torná-los adultos antissociais
Pesquisa mostra que irmãos que se veem como parte de uma equipe (e não como concorrentes) têm mais autoconfiança, autocontrole e menos problemas emocionais - fatores que influenciam na saúde e bem-estar emocional no futuro.
Quem tem mais de um filho sabe muito bem a facilidade com que a sala de casa pode se transformar em um campo de batalha. As brigas entre irmãos são normais, mas quando as tensões se tornam constantes e transformam a vida familiar em uma guerra, tudo o que queremos é uma solução mágica para fazer as crianças se darem bem. Afinal, que mãe não deseja que seus filhos se tornem grandes amigos? Segundo uma nova pesquisa, realizada pela universidade americana Penn State, o relacionamento entre eles enquanto crianças pode influenciar o tipo de adulto que irão se tornar.
O estudo, publicado no Journal of Adolescent Health (Jornal da Saúde do Adolescente), mostrou que irmãos que estão na escola primária e que convivem em harmonia têm mais chances de terem boa saúde e bem-estar emocional no futuro.
"Os relacionamentos negativos entre irmãos estão ligados a comportamentos agressivos e antissociais no futuro", disse Mark Feinberg, professor e pesquisador da universidade, na divulgação do estudo, que tomou como base pesquisas anteriores que também já alertaram sobre isso. "Por outro lado, as relações positivas estão ligadas a todos os tipos de ajuste social, incluindo qualidade no relacionamento romântico, adaptação e sucesso acadêmico, saúde e bem-estar mental.”
O estudo
Para comprovar os benefícios do bom relacionamento entre irmãos, os pesquisadores entrevistaram e gravaram as interações de 174 famílias com dois filhos, sendo um sempre na quinta série (11 anos) e outro na segunda (8 anos), terceira (9 anos) ou quarta (10 anos). Além disso, cada um dos irmãos foi ouvido separadamente e a equipe os filmou enquanto tentavam planejar uma festa juntos.
As famílias foram então divididas aleatoriamente em dois grupos: o grupo de intervenção e o grupo de controle. O grupo de intervenção foi submetido a um programa chamado SIBlings Are Special (algo como irmãos são especiais), no qual os irmãos deviam participar de sessões que envolviam jogos, atividades artísticas e discussões que ensinavam como se comunicar de maneira positiva, resolver problemas, chegar a soluções onde os dois lados saíam ganhando e se enxergarem como parte de uma equipe, e não como concorrentes.
O programa também incluía três noites de “diversão em família", em que as crianças tiveram a oportunidade de mostrar aos pais o que eles estavam fazendo nas sessões. "Nós descobrimos que os irmãos que foram expostos ao programa mostraram mais autoconfiança, controle social, melhor desempenho na escola e menos problemas emocionais", disse Feinberg.
E até os pais tiveram benefícios com a melhora do relacionamento entre as crianças. "As mães do grupo de intervenção relataram menos sintomas depressivos do que as mães do grupo de controle. Acredito que isso ocorreu porque seus filhos estavam se saindo bem nas atividades diárias e elas ficavam menos preocupadas com eles”, relatou o pesquisador.
Feinberg acredita que, ao incentivar os irmãos a se sentirem parte de uma equipe e dar-lhes ferramentas para discutir e resolver problemas, os pais ajudam seus filhos a desenvolver relações positivas para o resto da vida.
Mas o que significa isso na prática? "Por exemplo, se as crianças estão brigando por causa do canal de televisão, a sugestão é que os pais não resolvam o problema por conta própria, mas que ensinem seus filhos como discutir e resolver problemas entre eles. Isto os ajudará a pensarem em soluções no futuro de forma sociável", explica.
Irmãos parceiros
E por que, afinal, os irmãos brigam? “Em geral, a rivalidade nada mais é do que uma competição pelo amor e atenção dos pais. Por isso, sempre digo que a vinda de um irmão é um presente, pois é por meio deste relacionamento que a criança aprenderá a compartilhar, a perder e ganhar, a lidar com frustrações e limites. Em outras palavras, exercitar desde cedo o convívio social”, explica Cristiane Pertusi, psicoterapeuta de família e casal.
Segundo a profissional, a família é como se fosse um pequeno laboratório para o que é a vida em sociedade e as interações entre irmãos são uma maneira de desenvolver várias competências para a vida, como a tolerância e a amizade. Se nos damos bem dentro do ambiente familiar, estaremos mais preparados para nos relacionar lá fora.
A jornalista britânica Sacha Baveystock, autora do livro Foi ele que começou, mãe! (Ed. Gente), compartilha a mesma opinião em sua obra: "Os bons relacionamentos entre irmãos também podem ajudar a estabelecer as bases para outros relacionamentos, ao nos ensinar como respeitar o ponto de vista dos outros. Os irmãos estão constantemente observando-se e aprendendo com isso, usando a competição que existe entre eles para desenvolver capacidades e habilidades que eles podem aplicar em suas relações interpessoais”.
Mas muitos pais acabam não sabendo como lidar com as desavenças e até pioram o problema da rivalidade, querendo que um filho se espelhe no bom comportamento e conquistas do irmão. “Em vez de comparar, os pais devem exaltar as diferenças e particularidades de cada irmão como algo positivo, como habilidades que podem ser complementares e que, se eles as somarem, serão melhores juntos”, diz Cristiane. Uma união para a vida toda!
Na hora da briga
Mãe de três filhos, Sacha aprendeu na marra a resolver brigas entre irmãos. Aqui, 3 dicas que estão em seu livro para ajudar você a lidar com esse momento que faz parte da vida de quem tem mais de uma criança em casa:
Identifique os sentimentos
O relacionamento entre irmãos pode ser uma montanha-russa, oscilando entre amor, ódio, raiva e ciúme. Eles são capazes de eestar de bem e de mal com incrível velocidade. Com frequência, precisam de ajuda para identificar seus sentimentos. Foi assim com meu filho. Ele estava furioso com a irmã porque foi excluído de uma brincadeira. "Você sabe que, se estiver com raiva, pode fazer um desenho ou escrever como se sente", arrisquei. Ficamos em silêncio e sua raiva pareceu se dissolver.
Exercite habilidades de negociação
Às vezes, penso que meus filhos nunca vão chegar a um acordo sobre o que devemos fazer quando estamos juntos. Um quer ir ao parque, outro quer jogar tênis. Ninguém quer ceder. As reuniões de família garantem que todos sejam ouvidos.
Estimule as brincadeiras
Parece haver alguma verdade no ditado: "Família que brinca unida, permanece unida". Apesar da fascinação das crianças pelos jogos eletrônicos, procuro limitar esse tipo de jogo. Com os aparelhos desligados e um tempo maior em que nada está acontecendo, eles são levados a brincar juntos.
Fonte: Crescer
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Tempo para conviver
Os esportes também podem unir a família.
Além de todos os benefícios para a saúde que a prática esportiva traz, incentivar seu filho a fazer uma atividade física pode ser também uma ótima oportunidade para aumentar a quantidade e qualidade dos momentos em família. Para que a prática de esportes se instale na rotina de seu pequeno, é preciso que algumas coisas acompanhem a mudança, como, por exemplo, a participação dos pais e a alteração da dieta alimentar.
Faça mudanças importantes na rotina
“A atividade física deve trazer com ela um conjunto de coisas, não é só praticar esportes sozinho. A alimentação tem que mudar, todo o hábito da família tem que mudar para acompanhar esse processo. O esporte é uma questão de saúde e pode deixar toda a família mais saudável”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. De fato, a maioria dos esportes traz consigo uma filosofia de vida, que transmite disciplina e complementa a educação e personalidade da criança, permitindo que ela se desenvolva plenamente. Adaptar a rotina do pequeno e fazer alterações em sua alimentação são atos que acompanham esse processo e vêm naturalmente quando existe o apoio mútuo entre pais e filhos. Então, para ajudar seu pequeno, altere você também sua dieta alimentar.
Não pressione demais
O incentivo e acompanhamento dos pais são fundamentais na hora de estimular o pequeno à atividade física, mas deve-se tomar cuidado com a pressão exercida sobre ele. Crianças muito cobradas – em qualquer sentido – ficam sobrecarregadas e podem se tornar desnutridas, estressadas e começarem a ter dificuldades para dormir. Isso influi em seu bem-estar, saúde e até no rendimento escolar. Basta pensar que uma noite mal dormida pode se refletir em uma soneca na sala de aula.
Cuidado com a competitividade
Se reparar que seu filho está muito fixado em vencer, é hora de intervir. “Querer melhorar é normal, mas tem que ter um freio nisso, senão a criança começará a ficar estressada”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. O desejo intenso de ganhar deve ser observado de perto, pois provavelmente tem um fundo emocional. Muitas vezes, a vontade de provar que é bom o suficiente para chamar a atenção dos pais está por trás de tal fissura. Se necessário, procure a ajuda de um profissional.
A escolha do esporte
Na hora de escolher a modalidade esportiva, tome também certo cuidado. É comum nessa hora os pais transferirem suas frustrações aos filhos - muitas vezes sem que se deem conta disso - ou matriculá-los em esportes que pretensamente irão melhor se adaptar a eles, como o basquete para crianças altas. Deixe que seu filho faça a escolha dele, experimente-a e mude depois, se for o caso. Tente interferir o menos possível nesse processo. “É importante a criança fazer o que ela gosta, e não o gosto do pai. A atividade física tem que ser um momento de lazer natural e não uma obrigação, que só gerará frustração em algum momento do desenvolvimento futuro”, afirma Beatriz Acampora.
Passe mais tempo de qualidade com o seu filho, aproxime-se dele e ainda garanta uma saúde melhor... para vocês dois!
Fonte: Pais & Filhos
Além de todos os benefícios para a saúde que a prática esportiva traz, incentivar seu filho a fazer uma atividade física pode ser também uma ótima oportunidade para aumentar a quantidade e qualidade dos momentos em família. Para que a prática de esportes se instale na rotina de seu pequeno, é preciso que algumas coisas acompanhem a mudança, como, por exemplo, a participação dos pais e a alteração da dieta alimentar.
Acompanhe seu filho
A prática esportiva é uma ótima ocasião para a interação entre pais e filhos, inclusive porque ela provoca naturalmente a liberação de hormônios como a endorfina, responsável pela promoção do bem-estar. Com os ânimos calmos, só há vantagens em se compartilhar esse momento. Jogue e faça brincadeiras com seu filho frequentemente, exercitando os músculos e o raciocínio. Ensine e aprenda com seu pequeno a ganhar e a perder, a trabalhar em equipe, a conviver.
Os jogos de tabuleiro são um ótimo artifício para isso. Escolha um do gosto e faixa etária de seu filho, mesmo que seja apenas para curtir o momento em família. Faça disso uma rotina e selecione também um ou mais esportes (dependendo da idade do pequeno) para ele praticar, sempre respeitando seus limites. Comece a treinar com ele e mostre que você se importa com aquele momento. Antes de dar início à atividade, porém, leve seu filho a uma consulta médica para conhecer suas restrições, pois um problema respiratório pode exigir que se prefiram algumas práticas a outras.
Faça mudanças importantes na rotina
“A atividade física deve trazer com ela um conjunto de coisas, não é só praticar esportes sozinho. A alimentação tem que mudar, todo o hábito da família tem que mudar para acompanhar esse processo. O esporte é uma questão de saúde e pode deixar toda a família mais saudável”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. De fato, a maioria dos esportes traz consigo uma filosofia de vida, que transmite disciplina e complementa a educação e personalidade da criança, permitindo que ela se desenvolva plenamente. Adaptar a rotina do pequeno e fazer alterações em sua alimentação são atos que acompanham esse processo e vêm naturalmente quando existe o apoio mútuo entre pais e filhos. Então, para ajudar seu pequeno, altere você também sua dieta alimentar.
Não pressione demais
O incentivo e acompanhamento dos pais são fundamentais na hora de estimular o pequeno à atividade física, mas deve-se tomar cuidado com a pressão exercida sobre ele. Crianças muito cobradas – em qualquer sentido – ficam sobrecarregadas e podem se tornar desnutridas, estressadas e começarem a ter dificuldades para dormir. Isso influi em seu bem-estar, saúde e até no rendimento escolar. Basta pensar que uma noite mal dormida pode se refletir em uma soneca na sala de aula.
Para uma noite de sono tranquila, deixe seu filho praticar esportes até, no máximo, as seis ou sete horas da noite. É importante que a atividade física termine até três horas antes do pequeno se deitar, para que dê tempo de baixarem as doses dos hormônios descarregados no sangue na hora do esporte (adrenalina, endorfina, etc.).
Cobre menos de seu filho e seja menos exigente com sua frequência e desempenho nos esportes. Se um dia ele não estiver disposto a ir ao treino, deixe que ele falte. Lembre-se que o momento deve ser, acima de tudo, prazeroso para o pequeno.
Cuidado com a competitividade
Se reparar que seu filho está muito fixado em vencer, é hora de intervir. “Querer melhorar é normal, mas tem que ter um freio nisso, senão a criança começará a ficar estressada”, diz a psicóloga Beatriz Acampora. O desejo intenso de ganhar deve ser observado de perto, pois provavelmente tem um fundo emocional. Muitas vezes, a vontade de provar que é bom o suficiente para chamar a atenção dos pais está por trás de tal fissura. Se necessário, procure a ajuda de um profissional.
A criança deve aprender a lidar com a competitividade de uma forma saudável, para não sofrer frustrações que poderão influir em toda sua vida futura. Converse com ela, dizendo que a prática esportiva é um momento para ela e dela, e que o desempenho entrará em foco mais tarde - e, mesmo assim, com restrições - quando ela for adolescente. Na infância, o caráter da atividade física deve ser lúdico, de lazer, constituindo um momento agradável e prazeroso, acima de tudo.
A escolha do esporte
Na hora de escolher a modalidade esportiva, tome também certo cuidado. É comum nessa hora os pais transferirem suas frustrações aos filhos - muitas vezes sem que se deem conta disso - ou matriculá-los em esportes que pretensamente irão melhor se adaptar a eles, como o basquete para crianças altas. Deixe que seu filho faça a escolha dele, experimente-a e mude depois, se for o caso. Tente interferir o menos possível nesse processo. “É importante a criança fazer o que ela gosta, e não o gosto do pai. A atividade física tem que ser um momento de lazer natural e não uma obrigação, que só gerará frustração em algum momento do desenvolvimento futuro”, afirma Beatriz Acampora.
Passe mais tempo de qualidade com o seu filho, aproxime-se dele e ainda garanta uma saúde melhor... para vocês dois!
Fonte: Pais & Filhos
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quinta-feira, maio 17, 2012
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