Denise Fontoura

Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.

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sábado, 4 de agosto de 2012

ALZHEIMER e as Fases da Doença


Alzheimer é uma doença neurológica que afeta o Sistema Nervoso Central devido à progressiva degeneração dos neurônios, afetando sobremaneira o raciocínio e o comportamento do portador.  A doença é classificada em fases: Inicial, Intermediária e Avançada ou Terminal. A distinção destas fases é importante, pois é a partir deste conhecimento que o profissional da saúde poderá adequar o tratamento, bem como, a intervenção junto aos familiares e cuidadores, considerando as necessidades do portador.
Fase Inicial: é de difícil identificação, pois, normalmente, a doença já está instalada e não foi diagnosticada devido à dificuldade de reconhecimento dos sintomas pelos familiares e pelo próprio paciente. Inicialmente acredita-se que se refere ao declínio cognitivo normal da velhice ou um alto nível de estresse quando o portador não é idoso.
Os sintomas observados na fase inicial apresentam as seguintes características: perda de memória recente - geralmente lapsos que não interferem significativamente no cotidiano do indivíduo. Em alguns casos, o próprio paciente percebe que anda esquecido, mas acredita ser devido à idade, não dando a devida importância para o fato. Porém, com o tempo, estes esquecimentos aumentam comprometendo a autonomia na realização de determinadas tarefas, motivando a procura de ajuda profissional. Normalmente, a iniciativa de buscar um especialista é tomada por um familiar próximo que percebe a incoerência em algumas atitudes do portador.
Neste caso, é importante ressaltar que a avaliação de um profissional poderá ajudar a família a perceber a diferença entre os esquecimentos oriundos de um processo de envelhecimento normal e o desenvolvimento de uma demência.
organização espaço-temporal também passa a ser falha comprometendo a dinâmica funcional do portador como, por exemplo: esquecer de pagar as contasesquecer de se alimentar levando a perda de peso; os afazeres começam a ficar limitados e com pouca criatividade.
Na primeira fase além do declínio da memória de fixação, também podem aparecer distúrbios de comportamento, isto é, o paciente começa a se comportar de maneira diferente do habitual. Veja um exemplo desta mudança: Um familiar relatou, que sua tia estava estranha, criava intrigas entre as sobrinhas que iam visitá-la, inventado estórias que uma falou algo da qual elas não haviam falado. A partir destes fatos, associado à perda da capacidade de armazenamento de fatos recente, a família buscou orientação médica, a paciente foi encaminhada a um especialista e este diagnosticou como sendo um quadro de demência.
O surgimento de uma demência pode ocorrer de maneira lenta ou de forma abrupta. Neste último caso, o inicio é marcado pelo aparecimento de sintomas bem definidos como: confusão mental, ou seja, o paciente não reconhece a si, o outro e nem os lugares; sintomas de agressividade, alucinações e delírios de perseguição. Esta fase pode ser um indicador do aparecimento da Doença Alzheimer.
Na fase intermediaria o paciente apresenta mais claramente os déficits cognitivos, já não sendo mais possível camuflar ou ignorar a perda de memória. Surgem as dificuldades de linguagem para formulação de uma frase, o pensamento fica confuso e até as escolhas simples tornam –se impossíveis de serem realizados pelo portador.
Nesta fase, assim como na primeira os familiares são acometidos por um estresse muito grande, pois, dentre outros problemas, o paciente fica repetitivo, por não guardar mais informações. Normalmente ele que ir embora para sua casa mesmo estando nela; não reconhece mais as pessoas de suas relações, tornando-se dependente dos outros no que se refere às atitudes cotidianas e na tomada de decisões, mesmo que seja para coisas simples como que roupa vai colocar, o que vai comer.
Normalmente o estresse psicológico aumenta nesta fase, pois apesar do paciente se encontrar impossibilitado de realizar autonomamente muitas tarefas, este não reconhece sua dificuldade, entrando, muitas vezes, em conflito com os familiares. O portador não reconhece que as atitudes dos familiares são para preservar sua integridade. E é comum o idoso apresentar atitude agressiva quando se sente contrariado.
Nos casos em que a Doença se apresenta lentamente, ocorrem estados de lucidez no paciente reforçando a idéia de que ele está sadio. Para os familiares esta oscilação entre momentos de lucidez e de confusão mental traz confusão e sofrimento, principalmente, para os que não estão diretamente ligados ao paciente.
Na terceira fase, o paciente perde toda sua capacidade funcional, pois os comandos cerebrais já foram destruídos, levando-o a dependência total, ou seja, o paciente não consegue andar, falar. A deglutição também é afetada e a funcionalidade motora apresenta uma rigidez em que ele se mantém em estado de alerta (consciente), mas não apresenta mais a lucidez necessária para realização das tarefas. O portador depende totalmente dos cuidadores, desde o banho até a avaliação da temperatura ambiente (frio ou calor) e a necessidade de agasalhá-lo. Nesta fase, alguns pacientes, precisam do auxilio de sonda para se alimentar, visto que, mesmo fazendo o processo de engolir corretamente, muitas vezes este alimento acaba indo para o pulmão, ocasionando em internações por broncopneumonia.
O cuidado nesta fase é maior em relação ao seu estado fisiológico, devido à debilidade orgânica, sendo comum o surgimento de infecção urinaria, principalmente por causa do uso freqüente de fraldas; As escaras também são freqüentes devido ao aspecto circulatório deficiente do paciente e a compressão da pele do paciente que nesta fase permanece mais sentado ou deitado.
É importante que os familiares conheçam as características da doença, bem como, sua sintomatologia. Além disso, a união familiar, o suporte profissional especializado e o apoio social, através de grupos de apoio, serão úteis para melhorar o cuidado com o portador, aliviar o sentimento de culpa e ter a orientação necessária nos momentos de decisão e mudanças.



Fonte: Alzheimer e as Fases da Doença - Neuropsicologia - Psicologado Artigoshttp://artigos.psicologado.com/neuropsicologia/alzheimer-e-as-fases-da-doenca#ixzz22bBk0GYh

domingo, 22 de julho de 2012

12 alimentos para combater a Depressão


Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença.


A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".

A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas). A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença.


Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.

Leite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.

Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão: são conhecidos como agentes do bom humor. Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.

Laranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

Banana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.

Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.

Ovos: Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.

Carnes magras e peixes: O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono. Recomenda-se entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.

Carboidratos complexos: eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz). A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.

Aveia e centeio: os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.

Folhas verdes: estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.

Soja: ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio.




Fonte: Minha Vida

sábado, 21 de julho de 2012

A contribuição da família para a independência da criança


Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho, quando nasce e é amamentado, depois do desmame pode viver sem sua mãe; mas, você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora, a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos. Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar-se independente e, com isso, estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras. Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso é quando aprende a comer sozinha. Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Difícil, também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer? O melhor é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer.

Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vividas essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo. Por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e acredite no seu bom senso.



Fonte: Guia do Bebê