Denise Fontoura

Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.

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sábado, 12 de maio de 2012

Crises de ENXAQUECA podem levar à DEPRESSÃO


Quem sofre de enxaqueca convive com uma das mais incômodas – e, muitas vezes, incapacitantes – dores que o ser humano pode enfrentar. Os sintomas variam em intensidade, mas a descrição das sensações é mais ou menos assim: a cabeça pesa, alguma coisa parece martelar o cérebro, as veias pulsam nas têmporas, o estômago revira. Luz, cheiro, sons...Tudo se torna insuportável.

Se você conhece essas fases muito bem, não está sozinho. Cerca de 15% da população do planeta sofre de enxaqueca. No Brasil, são 25 milhões.

Homens e mulheres têm enxaqueca, mas ela é três vezes mais comum no sexo feminino. A explicação é a intensa variação hormonal que ocorre durante o ciclo menstrual.

Nesta semana, surgiu uma novidade. Ao analisar os dados de saúde de 36 mil mulheres que participam de um estudo americano que já dura décadas, os cientistas descobriram algo importante: a enxaqueca pode levar à depressão.

Essa é uma antiga suspeita, mas agora o epidemiologista Tobias Kurth, do Brigham and Women’s Hospital em Boston, conseguiu confirmá-la.

No início da pesquisa, nenhuma das voluntárias tinha sintomas de depressão. Mais de 6 mil mulheres sofriam de enxaqueca ou havia tido crises da doença no passado.

Depois de 14 anos de acompanhamento, mais de 3,9 mil mulheres haviam desenvolvido depressão. Os pesquisadores concluíram que o risco de depressão é cerca de 40% mais alto entre as mulheres que sofrem ou sofreram de enxaqueca.

A pesquisa demonstrou também que o risco de depressão é o mesmo no grupo de mulheres que têm enxaqueca com aura (distúrbios visuais que costuma preced er as crises) e entre as que não têm aura. O estudo completo será apresentado em abril durante a reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em New Orleans.

“Esperamos que nossos resultados encorajem os médicos a conversar com as pacientes que têm enxaqueca sobre o risco de desenvolver depressão e as formas de evitá-la”, escreveu Kurth.

Ainda não se sabe com certeza por que a enxaqueca leva à depressão. É possível que as dores de cabeça frequentes comprometam de tal forma a qualidade de vida que a pessoa acaba deprimida. Alguns cientistas, porém, acreditam que existam razões biológicas (ainda não completamente desvendadas) por trás disso.

Infelizmente, a enxaqueca ainda não tem cura. Mas há maneiras simples e inteligentes que ajudam a evitar as crises. Saber que ela pode causar um problema ainda mais grave – a depressão – é mais uma razão para não descuidar da prevenção.

O que, de fato, funciona? Vamos a um pequeno guia. Ele serve para as mulheres e para os homens – com exceção, obviamente, das menções ao ciclo menstrual:

Observe o que desencadeia as suas crises

Vários fatores podem dispará-las: dormir pouco ou demais, viver estressado, consumir bebidas alcoólicas, estar no período menstrual, usar anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal. Além disso, há os fatores genéticos. Quase sempre há vários casos de enxaqueca na mesma família. Faça uma lista de fatores desencadeantes suspeitos e converse com seu médico. Só ele poderá indicar a melhor estratégia de mudança de hábitos e os medicamentos mais adequados ao seu caso. Existem várias classes de drogas usadas no tratamento e recursos mais recentes, como a estimulação magnética transcraniana.



Fonte: Revista Exame

domingo, 6 de maio de 2012

Menina com Síndrome de Down doa 78cm de cabelo para crianças com câncer.

A pequena Keeley Thomas, de 5 anos, surpreendeu sua mãe, Lindy, ao dizer que iria cortar seu rabo de cavalo para ajudar as pobres criancinhas que não tinham cabelo algum. “Keeley tem um coração enorme e costuma dizer que não importa as circunstância, sempre há espaço para ajudar os outros”, disse Lindy ao jornal britânico The Sun. Neste caso, o cabelo será usado para fazer perucas para crianças com câncer.

“Minha filha sempre amou seu cabelo, que a fazia chamar a atenção de todos na rua. Cada vez que alguém a elogiava, seu rosto se iluminava”. Ela continua: “Tanto que cada vez que a levava para aparar as pontas era um drama. Fiquei surpresa quando ela me disse que topava cortá-lo por caridade”, conta a mãe.

Em março de 2011, Lindy percebeu que o cabelo de sua filha precisava desesperadamente de um corte, mas recebeu protesto ao sugerir a ida ao salão. “Eu acatei porque parecia um desperdício cortar um cabelo que ela amava tanto e que a fazia tão feliz. Foi então que descobri uma instituição de caridade que pedia doação de cabelo para crianças que faziam tratamento de quimioterapia”.

A mãe mostrou o site à filha, que na mesma hora se empolgou com a doação. “Fiquei tão orgulhosa dela que meus olhos se encheram de lágrimas”, conta. Ambas decidiram deixar o cabelo da pequena crescer ainda mais antes de corta-lo. Onze meses depois, doaram 78 cm de cabelo – que passava dos joelhos da garota! - para a instituição.

Quando alguém pergunta pelos longos fios, Keeley conta orgulhosa sobre sua missão de ajudar os outros. E quem ouve sempre se impressiona com a maturidade desta garota com síndrome de down e apenas 5 anos. E, como não se bastasse a ajuda às crianças com câncer, a cabeleira ainda rendeu mais de R$ 6 mil, que ela doou a uma instituição dedicada a pessoas com síndrome de down.



Fonte: Revista Crescer

Como ajudar as crianças a superar seus medos

Do quarto escuro à morte, descubra como conversar com seu filho sobre o que causa pesadelos para ele.


Os medos e suas fases


Eles estão ligados a etapas específicas do desenvolvimento, e o modo e a intensidade variam de criança para criança – têm relação com a personalidade dela, a dos pais, entre outros fatores. Com o crescimento e a maturação cognitiva e emocional, seu filho vai encontrando estratégias eficazes para lidar com os medos, mas sua ajuda é fundamental, claro.


Conheça alguns dos principais medos, de acordo com a idade do seu filho. E aprenda a lidar com eles: 


ATÉ 7 MESES
De barulhos inesperados e luzes fortes.

- Para ajudar: Evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.

DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO
De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.

- Para ajudar: O pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.

DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS
Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.

- Para ajudar: Ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.

DE 3 A 5 ANOS
De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.

- Para ajudar: Respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.

A PARTIR DOS 5 ANOS
De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.

- Para ajudar: Insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.

A PARTIR DOS 6 ANOS
Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.

- Para ajudar: Se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.



Fonte: Revista Crescer