Mulheres com bulimia e anorexia têm problemas de fertilidade. Segundo estudo britânico, elas têm o dobro de chance de precisar de tratamento para engravidar.
Além de todos os perigos à saúde que os distúrbios alimentares provocam, um estudo alerta que a bulimia e anorexia prejudicam também a fertilidade da mulher.
Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King´s College London analisaram questionários de cerca de 11.088 grávidas, entre a 12ª e 18ª semana de gestação. Dessas mulheres, 171 tiveram anorexia em algum momento de suas vidas, 199, bulimia, e 82, os dois problemas. Um dos resultados mostrou que aquelas com distúrbios alimentares poderiam levar mais de seis meses para engravidar se comparadas com as demais, além de ter duas vezes mais chances de precisar de tratamento para engravidar.
Para Emerson Barchi Cordts, ginecologista e especialista em reprodução humana do Hospital São Luiz (SP), os problemas de fertilidade das bulímicas e anoréxicas se devem a alterações na produção de hormônios, por conta da deficiência de gordura e nutricional. Isso faz com que elas não ovulem ou tenham baixa qualidade de ovulação. E explica: “Essas mulheres têm dois distúrbios importantes. O primeiro é o começo de tudo, ainda na produção dos hormônios na hipófise, e o segundo é a deficiência na formação do estrogênio, responsável por preparar o útero para receber o embrião”, diz. Outro dado do estudo mostrou que 41,5% das mulheres com anorexia e bulimia disseram que sua gravidez não foi planejada, comparando com 28,6% da população feminina geral. Segundo os cientistas, isso sugere que elas subestimam suas chances de concepção. “Por conta da menstruação irregular (algumas ficam meses sem menstruar), elas acreditam que não vão engravidar. Mas o ovário pode voltar a funcionar a qualquer momento”, diz Emerson.
Outro ponto é que, como estão acostumadas com a ausência do ciclo, nem imaginam que podem estar esperando o bebê. E isso representa um problema enorme. Afinal, já têm uma situação nutricional ruim para elas mesmas, e agora têm um bebê em formação que precisa de energia, e obviamente vai tirá-la da mãe. “Entre os riscos, além de aborto, estão atraso no crescimento do embrião, parto prematuro, insuficiência placentária”, afirma o especialista. Por isso, se o pré-natal já é fundamental para qualquer grávida, para as mulheres com distúrbio ele é ainda mais importante, o quanto antes.
Fonte: Revista Crescer
(21) 3022-5112 (fixo) || (21) 98170-0170 (Nextel) || (21) 96745-9559 (Vivo) denisefontoura.psicologa@gmail.com
Denise Fontoura
Psicóloga pós-graduada em Psicopedagogia.
Atendimentos realizados com hora marcada em consultório em Niterói. Entre em contato para marcar a consulta através dos telefones:
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terça-feira, 1 de maio de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
O que é DISLEXIA?
Dificuldades de ler, soletrar ou até mesmo identificar as palavras mais simples. Muito mais do que preguiça, falta de atenção ou má alfabetização, pessoas com esses sintomas podem ter dislexia.
Apesar da assustadora impressão do termo, dislexia não é uma doença. Ela é um distúrbio genético e neurobiológico de funcionamento do cérebro para todo processamento linguístico relacionado à leitura. O que ocorre são falhas nas conexões cerebrais. Assim, a pessoa disléxica tem dificuldade para associar o símbolo gráfico e as letras ao som que elas representam e não consegue organizá-los mentalmente numa sequência coerente. Por exemplo, a palavra “superinteressante” pode ser vista e entendida por um disléxico como “suprinteressãmt”.
“Os mesmos sintomas da dislexia podem aparecer para vários outros quadros, como hiperatividade ou lesões cerebrais. Assim, um diagnóstico preciso deve ser feito por uma equipe multidisciplinar”, diz Maria Ângela Nogueira Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia. O distúrbio pode ser tratado com exercícios de assimilação de fonemas, desenvolvimento de vocabulário e acompanhamento de psicólogos e fonoaudiólogos. Estudos sugerem que, se tratada ainda cedo na vida escolar, uma criança pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas quase desaparecerem.
Classe de Gênios
Dislexia não tem nada a ver com burrice
Albert Einstein
Quem foi: O maior físico do século 20, pai da teoria da relatividade.
Efeitos da dislexia: Começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos.
Leonardo da Vinci
Quem foi: Um dos pintores mais famosos do mundo, autor da Mona Lisa.
Efeitos da dislexia: Manuscritos acusam o distúrbio. Ele escrevia de trás para frente – traço característico de disléxicos canhotos.
Thomas Edison
Quem foi: Cientista do século 19, inventou a lâmpada incandescente.
Efeitos da dislexia: Era tido como mentalmente atrasado pelos professores. Sua mãe passou a educá-lo sozinha.
Agatha Christie
Quem foi: A mais famosa escritora policial de todos os tempos, autora de mais de 80 livros.
Efeitos da dislexia: Agatha não escrevia seus livros diretamente. Ela ditava as histórias para uma secretária ou usava um gravador.
Fonte: Revista Superinteressante
Apesar da assustadora impressão do termo, dislexia não é uma doença. Ela é um distúrbio genético e neurobiológico de funcionamento do cérebro para todo processamento linguístico relacionado à leitura. O que ocorre são falhas nas conexões cerebrais. Assim, a pessoa disléxica tem dificuldade para associar o símbolo gráfico e as letras ao som que elas representam e não consegue organizá-los mentalmente numa sequência coerente. Por exemplo, a palavra “superinteressante” pode ser vista e entendida por um disléxico como “suprinteressãmt”.
“Os mesmos sintomas da dislexia podem aparecer para vários outros quadros, como hiperatividade ou lesões cerebrais. Assim, um diagnóstico preciso deve ser feito por uma equipe multidisciplinar”, diz Maria Ângela Nogueira Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia. O distúrbio pode ser tratado com exercícios de assimilação de fonemas, desenvolvimento de vocabulário e acompanhamento de psicólogos e fonoaudiólogos. Estudos sugerem que, se tratada ainda cedo na vida escolar, uma criança pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas quase desaparecerem.
Classe de Gênios
Dislexia não tem nada a ver com burrice
Albert Einstein
Quem foi: O maior físico do século 20, pai da teoria da relatividade.
Efeitos da dislexia: Começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos.
Leonardo da Vinci
Quem foi: Um dos pintores mais famosos do mundo, autor da Mona Lisa.
Efeitos da dislexia: Manuscritos acusam o distúrbio. Ele escrevia de trás para frente – traço característico de disléxicos canhotos.
Thomas Edison
Quem foi: Cientista do século 19, inventou a lâmpada incandescente.
Efeitos da dislexia: Era tido como mentalmente atrasado pelos professores. Sua mãe passou a educá-lo sozinha.
Agatha Christie
Quem foi: A mais famosa escritora policial de todos os tempos, autora de mais de 80 livros.
Efeitos da dislexia: Agatha não escrevia seus livros diretamente. Ela ditava as histórias para uma secretária ou usava um gravador.
Fonte: Revista Superinteressante
segunda-feira, 16 de abril de 2012
DEPRESSÃO - 10 Perguntas e Respostas
A depressão tem algumas características que muitas vezes passam despercebidas, não somente por quem sofre da doença, mas também por familiares e amigos, podendo ser confundida com tristeza. Ficar atento aos seus sintomas é importante - afinal, isso possibilita um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz, de acordo com a recomendação dos médicos. A seguir, saiba um pouco mais sobre a doença, que atinge milhões de pessoas no mundo todo.
1. Quais são os principais sintomas da depressão?
Mudanças de humor, perda de interesse ou prazer nas atividades, sentimento de culpa ou perda de auto-estima, distúrbio de sono ou de apetite, perda de energia e falta de concentração.
2. Quais são as suas conseqüências?
Se não tratada devidamente, pode levar a uma incapacidade de gerenciar a própria vida e à perda da responsabilidade em relação aos outros. A depressão pode levar a casos extremos como o suicídio. A doença está associada à morte de cerca de 850.000 pessoas por ano, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
3. É uma doença ligada aos tempos modernos?
A doença é muito mais antiga do que muitos imaginam. Há registros de casos de depressão que remontam à antiguidade..
4. Quantas pessoas sofrem de depressão?
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo e está entre as principais causas que contribuem para incapacitar um indivíduo. A OMS prevê que até o ano de 2020 a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida..
5. E no Brasil, quantas pessoas são atingidas
pela doença?
Estima-se que cerca de 17 milhões de brasileiros tenham a doença. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), 74.418 trabalhadores foram afastados de suas atividades em 2007 em decorrência de depressão.
6. A doença só atinge um grupo específico
de pessoas?
Não. A depressão pode ocorrer tanto em homens como em mulheres, de todas as idades e de qualquer classe social. No entanto, a incidência é muito maior entre as mulheres do que entre os homens (a proporção é de dois casos entre elas para cada caso entre eles). Entre os indivíduos que também apresentam maior risco de desenvolver a doença estão as pessoas com casos de depressão na família, usuários de drogas, medicamentos e álcool, e mulheres nos dezoito meses seguintes a um parto.
7. Por que as mulheres são mais sujeitas
à depressão?
Ainda não existe uma explicação científica que justifique o fato de a mulher ser mais sensível à depressão. Há algumas teorias, entre elas a que relaciona esse efeito aos hormônios femininos.
8. E quais são as causas da doença na
terceira idade?
No idoso, é comum que a depressão esteja associada à diminuição da autonomia, da capacidade funcional, ao isolamento, e à perda de familiares e amigos. Conforme a Associação Brasileira de Psiquiatria, cerca de 15% da população de idosos apresentam os sintomas clínicos da doença.
9. Como é feito o tratamento da depressão?
O tratamento tradicional é feito à base de antidepressivos com acompanhamento psicológico. A complementação ao tratamento com atividades esportivas aeróbicas também é recomendável por alguns profissionais de saúde.
10. Existe cura para a doença?
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, a depressão tem natureza recorrente, como uma enxaqueca. Porém, 70% dos depressivos respondem bem ao tratamento. Os outros 30% têm resposta parcial ou não apresentam qualquer sinal de melhora. De acordo com a OMS, pouco mais de 25% das pessoas afetadas pela doença no mundo recebem o tratamento adequado. No Brasil, esse índice só não é maior devido à falta de preparo de uma parcela de profissionais de saúde em reconhecer os sintomas da doença e encaminhar os pacientes para o tratamento adequado.
Fonte: Veja Online
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